terça-feira, 11 de novembro de 2014

Assistir filmes de terror aumenta sensação de segurança

Cena do terror Annabelle, estudo relaciona o medo proporcionado pela diversão ao escape da vida mundana


Os espectadores chegam com risinhos nervosos e disparam a gritar antes mesmo dos trailers. O burburinho na sala de cinema — lotada principalmente por adolescentes — chega ao ápice quando ela sai da caixa. Todos estão ali para vê-la. Com seu sorriso horripilante estampado no rosto de louça, Annabelle vai garantir muitos sustos pelas próximas duas horas. Essa cena se repete em todo o mundo e, graças à bonequinha possuída, os produtores arrecadaram, até agora, US$ 82,7 milhões. De acordo com o site Filme B, que coleta dados do mercado, a película se tornou a mais vista do gênero no Brasil desde 2000, quando começou esse monitoramento.

Parece — e é — paradoxal. Gastar tempo e dinheiro para passar medo. Ninguém, contudo, é obrigado a isso. “As pessoas vão ver filmes de terror porque querem ser assustadas. Ou, então, não fariam isso duas vezes”, alega o professor de psicologia social Jeffrey Goldstein, da Universidade de Utrecht, no livro Why we watch: the attractions of violent entertainment (Por que assistimos: as atrações do entretenimento violento, sem edição no Brasil), da Universidade de Oxford. “Todos esses efeitos que se sentem num filme desses, de tensão, medo, frio na espinha… O espectador quer aquilo tudo e, se o filme não fornecer essas sensações, ele vai sair frustrado”, observa.

Goldstein acredita que as pessoas gostam do terror ficcional — séries, livros e casas do espanto também foram pesquisadas por ele — movidas por razões diversas. As principais seriam o pico de adrenalina e a distração que isso causa da vida mundana, sentidas de um lugar muito confortável: a poltrona do cinema, bem longe dos fatos encenados na tela. Para o psicólogo Glenn D. Walter, professor da Universidade de Kutztown, no Texas, e também pesquisador do tema, há três fatores principais por trás do gosto por filmes de terror: tensão, relevância e irrealismo.

A tensão provocada por uma boa história de mistério, suspense ou terror não é nova. Sentar-se ao redor do fogo para ouvir relatos apavorantes é um hábito universal e, provavelmente, ancestral, segundo a antropóloga Polly Weissner. Como parte de sua pesquisa de campo, ela investigou o teor da conversa dos membros da tribo africana dos Kalahari, caçadores-coletores que vivem de modo semelhante aos homens modernos do período pré-agrícola. Ela constatou que 81% dos diálogos noturnos versam sobre assuntos sobrenaturais.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Belo Horizonte fantasmagórica


Lendas de fantasmas fazem parte da história da capital de Minas Gerais e foram catalogadas no livro "Guia do Morador Belo Horizonte", organizado por Roberto Andrés e Fernanda Regaldo. A capital mineira, tem pouco mais de um século de existência, mas apesar disso coleciona mistérios como poucas outras cidades brasileiras conseguem fazer. O capítulo sobre os seres assustadores, escrito pela professora Heloísa Starling, mostra como as histórias apareceram a partir da destruição do velho Curral del Rey, que deu lugar à construção da futura capital de Minas Gerais, em 1897.


O Fantasma da Loira do Bonfim


Uma dessas narrativas tem ligação com o cemitério do Nosso Senhor do Bonfim (ilustração), situado no bairro do mesmo nome e próximo à região central da cidade. Inaugurado em 08/02/1897, sua construção resultou de uma determinação da Comissão Construtora da Nova Capital, que proibira os sepultamentos no adro da Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem. Na época, ordenou-se a utilização de um cemitério provisório no espaço onde hoje cruzam as ruas Rio de Janeiro, Tamoios, São Paulo e Tupis, sendo o definitivo - o do Bonfim - erguido numa área além do perímetro urbano traçado pela comissão construtora (delimitado pela atual avenida do Contorno), ocupando uma área de aproximadamente 170.036 metros quadrados, num lugar denominado "Alto dos Meneses". 

A lenda da “loira do Bonfim” começou por volta das décadas de 1940 e 1950, e segundo informações contemporâneas, tratava-se de uma mulher que aparecia por volta das duas horas da madrugada, sempre vestindo roupas brancas, insinuando-se junto aos boêmios que aguardavam condução no ponto de bonde existente diante de uma drogaria, no centro da cidade. Dizia que morava no Bonfim, que estava afim de um programa, e quando alguém se interessava, ela o levava para o cemitério do bairro, desaparecendo assim que chegavam naquele local. Como às vezes a criatura preferia chamar um táxi, os motoristas desses veículos de aluguel, além dos motorneiros e condutores dos bondes, passaram a não aceitar a escala de trabalho no horário noturno. Não era por medo, diziam eles, mas sim por precaução... 

Existem, porém, algumas variações sobre essa história fantasmagórica: na primeira delas, a loira é apenas um vulto meio indefinido que aparece aos frequentadores das regiões boêmias existentes nas imediações do bairro do Bonfim; uma segunda versão diz que ela, na verdade, não tem a intenção de seduzir qualquer homem, limitando-se a chamar um táxi e pedir ao seu motorista que a leve ao alto do Bonfim, onde desaparece dentro do cemitério tão logo o veículo pare diante de seu portão de entrada; a terceira diz que certa noite a loira procurou a delegacia policial existente no atual bairro da Lagoinha, vizinho ao do Bonfim, e pediu que um dos policiais a acompanhasse até sua casa, no que foi atendida: mas o detetive quase morreu de susto quando descobriu que o destino da moça era o cemitério. Seja como for, o fato é que, na época, os comentários sobre a misteriosa mulher apavoraram muitos moradores da capital mineira, que simplesmente deixaram de sair de casa após certa hora da noite.


A Moça Fantasma


Reza a lenda que a Moça Fantasma desce a Serra do Curral toda vestida de branco para encontrar amores perdidos. 

Segundo Heloísa Starling, os fantasmas de BH surgiram da destruição das velhas casas que deram lugar à nova capital.

— Nenhuma outra capital brasileira tem destruído tanto a forma de seus lugares públicos. Essa é a maneira dos habitantes pensarem a destruição da cidade. Os fantasmas são a memória do lugar.

O poeta Carlos Drummond de Andrade faz menção a esse mito belo-horizontino em seu poema “Canção da Moça-Fantasma de Belo Horizonte”, incluído no livro “O Sentimento do Mundo”, cujos versos dizem: 

Eu sou a Moça-Fantasma / que espera na Rua do Chumbo / o carro da madrugada. / Eu sou branca e longa e fria, / a minha carne é um suspiro / na madrugada da serra. / Eu sou a Moça-Fantasma. / O meu nome era Maria, / Maria-Que-Morreu-Antes. / Sou a vossa namorada / que morreu de apendicite, / no desastre de automóvel / ou suicidou-se na praia / e seus cabelos ficaram / longos na vossa lembrança. / Eu nunca fui deste mundo: / Se beijava, minha boca / dizia de outros planetas / em que os amantes se queimam / num fogo casto e se tornam / estrelas, sem ironia. / Morri sem ter tido tempo / de ser vossa, como as outras. 

(...) As moças que ainda estão vivas / (hão de morrer, ficai certos) / têm medo que eu apareça / e lhes puxe a perna... Engano. / Eu fui moça, Serei moça / deserta, per omnia saecula. / Não quero saber de moças. / Mas os moços me perturbam. / Não sei como libertar-me. / Se o fantasma não sofresse, / se eles ainda me gostassem / e o espiritismo consentisse, / mas eu sei que é proibido / vós sois carne, eu sou vapor. / Um vapor que se dissolve / quando o sol rompe na Serra. / Agora estou consolada, / disse tudo que queria, / subirei àquela nuvem, / serei lâmina gelada, / cintilarei sobre os homens. / Meu reflexo na piscina da Avenida Paraúna, / (estrelas não se compreendem), / ninguém o compreenderá.


O Avantesma da Lagoinha


De acordo com a lenda um senhor de terno preto, sem rosto definido, gosta de assustar os motoristas de Belo Horizonte. Ele tem "aparência excêntrica e chora um choro convulsivo". Antes, assustava os condutores dos bondes. Hoje, gosta de pendurar-se nos viadutos para importunar motoristas de ônibus.


O Fantasma da Serra


O bairro da Serra, na região centro-sul, é um dos que conta com seu fantasma: um senhor de terno preto e guarda-chuva que surge nos portões das casas da rua do Ouro, segundo o guia, para assombrar os vizinhos.


O Fantasma da Papuda


Quem sobe a rua da Bahia até a avenida Afonso Pena, no centro, se depara com um grafite da Maria Papuda em frente ao Parque Municipal. De acordo com uma antiga lenda, ela é a última moradora do Curral del Rey e teve um casebre destruído naquele quarteirão. 

Roberto Andrés vê as histórias de fantasmas como consequência da destruição das velhas casas.

— Nessa ânsia de modernização, as casas vão sendo destruídas. É demolir e reconstruir. Isso fica gravado.


O Assombrado Palácio da Liberdade


Localizada na Praça da Liberdade, a antiga sede do governo estadual teria sido construída sobre uma casa de família, no fim do século 19. De acordo com a lenda, a antiga dona do imóvel teria ficado contrariada com a construção, por ser obrigada a deixar o seu lar.

Os belo-horizontinos que contam a história afirmam que, após a morte da proprietária, sua alma assombrava periodicamente o Palácio da Liberdade.

Após as 18 horas são ouvidos ruídos de portas, barulhos de máquinas de escrever e passos pelos corredores. Dizem até que ex-governadores já relataram a ocorrência de fatos estranhos no local.

Não acredita?

Em 2002, o ex-Presidente da República e ex-Governador Itamar Franco, garantiu que assombrações rondam o palácio.

Até Itamar Franco viu os Fantasmas


O antigo governador mineiro, Itamar Franco, fez uma revelação bombástica: ele disse à imprensa que o Palácio da Liberdade -sede do governo de Minas- está "povoado de fantasmas". 

Itamar tentava se esquivar de questões sobre o ajuste de contas do Estado com a União, quando, de súbito, foi questionado se acreditava na existência de fantasmas. "Fantasmas existem", respondeu.

Em seguida, relatou: "Eu estava sozinho em uma sala com um colega de vocês (jornalistas), com portas e janelas fechadas. De repente uma porta se abriu. O jornalista que estava comigo era bem moreno e ficou branquinho." 

Itamar disse que a sede do governo, inaugurada em 1897, sofre a ação de uma "energia cósmica".


Fontes: R7UOLGlobo e PasseiWeb

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Hora do Terror 2014- Mirabilandia transforma-se em um Sanatório



Um dos eventos mais esperados do ano, já começou. A 13ª edição da Hora do Terror, no Mirabilandia, em Olinda, vai até 30 de novembro. Com o tema "Sanatório- Medos do Subconsciente", o espetáculo conta com 105 personagens que vão contar uma história recheada de mistério, suspense, aventura e terror.

A diretora geral, Cleo Henry, informa que a peça é inspirada no filme 13 Fantasmas, de Steve Beck. Com muita ação, o espetáculo deve reunir cerca de 5 mil pessoas por noite. O público vai assistir ao espetáculo no palco localizado na área de eventos do parque, que será transformado em um grande sanatório, e interagindo com os personagens nos sete núcleos de cenário, que são as alas do hospício, além de um cemitério. A diretora adianta que o personagem principal da trama, o Chacal, viverá atormentado por monstros imaginários ou reais, que serão revelados em um final surpreendente.

Entre os principais personagens que fazem parte do elenco, o destaque é para o Freddy Krueger, do filme A Hora do Pesadelo; Jason, do filme Sexta-feira 13; A Família Addams, e Leatherface, do filme O Massacre da Serra Elétrica. Além disso, a diretora revela que o espetáculo está repleto de bruxas, demônios e faunos.

A Hora do Terror é de graça para quem estiver passeando pelo Mirabilandia e conta com um show pirotécnico na abertura e encerramento do espetáculo que não é recomendado para pessoas cardíacas, hipertensas, grávidas ou quem esteja acompanhado de bebês. O passaporte para brincar no parque custa R$ 68 e a meia-entrada R$ 34. Passaporte família para 3 pessoas R$108 e para 4 pessoas R$142.

Fachada da atração Sanatório, sete núcleos de cenários que vão desde as alas de um hospício até um cemitério


Comercial




Serviço

Hora do Terror 2014: " Sanatório- Medos do Subconsciente"- Até 30 de novembro

Mirabilandia- Parque de Diversões: Rua Professor Andrade Bezerra, 1285 – ao lado do Centro de Convenções de Pernambuco, Salgadinho, Olinda (PERNAMBUCO), CEP: 53110-710, Brasil.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Campanha transforma mídias sociais em filmes de terror


Diariamente os profissionais de mídias sociais enfrentam alguns problemas que deixa muitos de cabelo em pé. Principalmente quando se tem de gerenciar uma crise onde na internet algo pequeno se torna gigantesco em questões de minutos.

O bom é que os social medias tem a seu favor diversas ferramentas de monitoramento e administração de redes sociais que ajudam e muito na prevenção e solução de problemas. Um dos mais famosos e robustos é o Hootsuite.

E aproveitando o Halloween, a empresa lançou uma campanha com o conceito “Mídia Social não tem de ser assustadora”, mostrando alguns filmes de terror adaptados com características das principais redes sociais, como Facebook, Twitter, Youtube, Pinterest, etc..

Confira:

Filme: Psicopata Americano/// Rede Social: LinkedIN
Filme: Os Pássaros/// Rede Social: Twitter
Filme: O Chamado/// Rede Social: Youtube
Filme: Hellraiser/// Rede Social: Pinterest
Filme: O Iluminado/// Rede Social: Facebook
Filme: A Bruxa de Blair/// Rede Social: Instagram 


Faltou o Orkut nesse lista, o filme parodiado poderia ser "O Cemitério Maldito", rs

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Suposto fantasma aparece em selfie no Reino Unido

As amigas disseram que o fantasma parece ser de uma mulher, vestindo roupas antigas e que estaria sorrindo


Duas amigas ficaram aterrorizadas depois de publicar um selfie tirado em um bar no domingo à tarde na cidade de Newcastle, Northumberland: ao olharem com mais cuidado para a foto, perceberam a imagem que parece ser do fantasma de uma mulher sorrindo bem atrás de seus rostos. As informações são do The Mirror.

Victoria Greeves, 22 anos, e Kayley Atkinson, 23 anos, estavam bebendo um drink no bar que costumam frequentar há alguns anos quando decidiram tirar a foto. Victoria postou a imagem ao lado da amiga e não percebeu a “terceira pessoa”. Foi Kayley que, primeiramente, percebeu algo estranho.

“À noite, Kayleu me ligou em pânico, falando para eu dar uma olhada na foto mais de perto. Quando ela disse que havia um fantasma atrás da gente, eu dei risada porque sou muito cética em relação a essas coisas. Mas, quando eu olhei e vi aquilo, fiquei apavorada”, contou Victoria.

As amigas disseram que o fantasma parece ser de uma mulher, vestindo roupas antigas e que estaria sorrindo. As duas afirmaram que estão pensando 'mil vezes' se irão voltar ao bar.

“Um monte de gente nos acusou de ter editado a imagem e eu nem os culpo, mas nenhuma de nós sabe como fazer isso. Eu não acreditava em fantasmas antes, mas agora eu não estou mais surpresa”, disse Kayley.

Os funcionários do bar disseram nunca ter visto fantasmas no local, mas a cidade possui diversos relatos da presença de espíritos assustadores.


Fonte: Terra

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A lenda urbana da estátua do palhaço


Reza a lenda que em uma noite qualquer um casal que vivia em uma bela casa decidiu sair para jantar, mas dessa vez eles não queriam levar as crianças junto, pois queriam um pouco de privacidade. Sendo assim eles chamaram uma garota, filha de uma vizinha, que costumava cuidar de crianças.

Antes das dez os dois haviam saído e deixado à menina a cuidar de seus filhos. Logo que os pais deixaram a casa, a garota levou as duas crianças para cima e as colocou na cama. Durante todo o tempo em que passou no quarto dos pequenos ela sentiu-se observada…

Assim que elas dormiram, a menina resolveu ir para o quarto dos pais, que também era no segundo andar e tinha TV, assim ela poderia cuidar das crianças e ainda assistir algum programa na televisão.

Nem dez minutos faziam que a garota havia se deitado e olhava o programa, quando ouviu um barulho no corredor escuro, algo parecido com uma batida seca. Subitamente ela ficou em estado de alerta, tentando ouvir algo, até mesmo a respiração ela trancou, mas reinava o absoluto silêncio em toda a casa.
Tentando deixar isso para lá, a menina voltou a assistir a TV, mas poucos segundos depois outro barulho retumbou pelo corredor, dessa vez mais baixo, porém mais próximo. Juntando toda sua coragem a menina se levantou da cama sem fazer nenhum barulho, e pé por pé ela foi até a porta entreaberta. Sem movimenta-la, a menina espiou o escuro corredor, mas não enxergou nada a não ser o breu e uma tênue luz que vinha da janela no fim do corredor.

Vendo que tudo parecia normal, ela se virou e no momento em que deu o primeiro passo em direção à cama, seu coração parou por um segundo, pois um barulho veio lá de baixo. Por aquele mínimo tempo ela não consegui identificar o que era, mas no segundo seguinte a menina notou que nada mais era do que o telefone. Mesmo com o coração batendo igual um tambor, ela desceu a escada e foi atender.

No momento que tirou o telefone do gancho e garota só ouviu um chiado, que até mesmo parecia de um animal, mas era humano, uma respiração pesada. Mas ninguém falou nada e na hora em que ela abriu a boca para falar a linha caiu.

Assustada, a menina subiu as escadas correndo e foi ver as crianças, no momento em que ela abriu a porta e acendeu a luz, ficou totalmente paralisada, pois no outro lado do quarto ela viu um palhaço em pé. Durante alguns segundos ela não conseguiu se mover, mas notou que o palhaço também estava imóvel. Pensando mais inteligentemente, ela notou que era na verdade uma estátua, afinal fazia todo sentido ter uma dessas no quarto das crianças, apesar de ela não se lembra dela na hora que colocou os pequenos a dormir.

Vendo que os dois ainda dormiam, ela se virou e retornou ao quarto dos pais. Quando a ela fechou a porta, mais uma vez o telefone começou a tocar novamente. Outra vez ela desceu e atendeu, só que dessa vez uma voz rouca, que ecoava no telefone falou:

– Estou mais perto do que imagina… Talvez fosse bom ir ver as crianças. – E em seguida a voz riu.

Sem pensar duas vezes, mas com um medo sem tamanho, a garota subiu as escadas com o telefone na mão e entrou no quarto das crianças. Para sua surpresa as duas dormiam e tudo parecia normal. Durante alguns minutos, ela ficou ali parada respirando fundo. Depois de virou para sair e quando deu um passo em direção à porta, ela pode ouvir um barulho atrás dela, porém antes mesmo que pudesse se virar, ela deu um pulo. Pois o telefone começou a tocar em sua mão. Rapidamente ela se lembrou da última ligação e assim que atendeu, já começou a gritar, mas quem falava do outro lado da linha era o pai das crianças:

– Está tudo bem aí?

Demorou um pouco até ela se recompor e responder:

– Está sim, me assustei um pouco com o telefone e essa estátua de palhaço que tem nos quartos das crianças ajudou, rs

Antes mesmo que ela pudesse terminar a frase o pai já estava gritando:

– Tire as crianças imediatamente da casa, não temos nenhuma estátua de palhaço. 

As crianças e a garota estão desaparecidas até hoje.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Funcionários alegam estarem sendo assombrados em restaurante de NY

Miguel Vargas, funcionário do Sweetwater, diz ter visto o fantasma de uma mulher de meia-idade, com cabelos grisalhos e vestida de branco


Em uma manhã escura de setembro de 2006, Miguel Vargas chegou para trabalhar no restaurante Sweetwater, no Brooklyn. Ele destrancou e levantou o portão de segurança, deu dois passos para dentro e viu uma mulher de perfil, andando pelo salão em direção às escadas do porão.

Era uma mulher de meia-idade, com cabelos grisalhos e vestida de branco, com uma espécie de vestido de casamento, disse ele, mas não desse século. E ela parecia corpórea, "normal", disse Vargas, nada nebulosa ou translúcida como na televisão.

"Eu sabia que era um fantasma no momento em que vi. Eu disse: 'OK, é isso'. E fui embora." Na meia hora seguinte, ele ficou do lado de fora, tremendo. Quando Vargas, porteiro do local, contou para seus chefes, eles riram. 

Mas o porteiro anterior tinha se demitido em pânico, disseram funcionários. Ele estava cochilando em cima de uma mesa no porão e alegou ter visto "o demônio" em pé ao seu lado. E outros funcionários desse bistrô americano relataram acontecimentos estranhos: música ligando sem explicação; luzes piscando; manchas luminescentes no porão; e a sensação de estar sendo observado por uma presença invisível.

Então houve um episódio assustador há poucas semanas. Enquanto escavavam o chão do salão para reforçar as vigas de apoio, funcionários desenterraram um túmulo contendo uma estátua de quase oito centímetros da Virgem com o menino, um minúsculo anel de ouro, um par de sapatos boneca de criança e fragmentos de ossos que a dona do restaurante, Nina Brondmo, descreveu como sendo "provavelmente de um animal pequeno".

Eles enterraram novamente os sapatos e os ossos, colocar a estátua em exposição atrás do bar e um ajudante de garçom ficou com o anel.
"Depois disso, todos os copos começaram a quebrar", disse o gerente Wesley Ham, 35. "Você pegava um copo e ele se estilhaçava na mão, ou você olhava e os copos na estante começavam a rachar. Às vezes, eram uns 20 por dia. Eu achei que o fantasma não estava feliz com o fato de seus pertences terem sido tirados do túmulo."

O interior do Sweetwater Restaurant's Bar, luzes piscando, músicas estranhas e um fantasma



Fantasma "identificado"


Acredita-se que identidade do fantasma, para aqueles que creem no sobrenatural, seja a de Anna Smith, filha mais velha de Charles Szyjka, também conhecido como Willie.

A família Szyjka (Shei-ka) comprou o prédio em 1924 por US$ 15 mil, de acordo com os registros imobiliários. Eles a transformaram a pousada, construída em 1899, em um restaurante e bar com dois apartamentos na parte de cima, onde viveram por décadas.

Os Szyjka, com raízes na Áustria e Ucrãnia, faziam parte de um fluxo de imigrantes da Europa central que saíram do movimentado Lower East Side em direção ao bairro de Williamsburg depois da conclusão da ponte Williamsburg em 1903. Ao contrário do que é o bairro hoje, as classes trabalhadoras haviam afastado os ricos, derrubando mansões para construir prédios residenciais, de acordo com John B. Manbeck, ex-historiador do bairro do Brooklyn.

A primeira mulher de Szyjka, Katherine Rusyn, morreu ao dar à luz a Smith. Ele então se casou com a irmã mais nova de Katherine, Eva. Ela morreu dias depois de dar à luz um filho, Michael. Essas mortes provavelmente aconteceram em casa, diz Manbeck.

Depois da morte da terceira mulher de Szyjka, Jennie, em 1952, e da morte dele em 1955, Smith herdou o negócio. Ela continuou vivendo no andar de cima e administrando o bar durante os anos 60, servindo café da manhã de graça para trabalhadores de um matadouro que haviam substituído os marinheiros. Eles frequentavam o lugar para tomar destilados antes de seus turnos, de acordo com Peggy Ambrosio, uma prima que cresceu nos arredores do restaurante.

"Anna era bastante conhecida no bairro", diz Ambrosio, 76. "Ela frequentava todas as igrejas. Ela frequentava a igreja russa, a igreja polonesa, ela frequentava a igreja ortodoxa."

Durante uma recessão econômica nos anos 70, Smith encerrou o negócio. As fábricas haviam fechado as portas e o bar estava sendo roubado e vandalizado com frequência, disse sua sobrinha, Susan Sheldon.

"Uma vez roubaram o cofre", disse Sheldon, 61. "Ela estava voltando da igreja e eles estavam rolando o cofre pela rua."

Por muitos anos, disse Sheldon, Smith foi a única pessoa a morar no quarteirão. A família implorou para que ela saísse dali, mas ela se recusou. No final dos anos 80, ela finalmente se mudou para um asilo em Manhattan, mas falava sem cessar em voltar para a North Sixth Street. Ela morreu em 2003.

A antiga residência de Anna Smith está acima do restaurante


"Equipe é supersticiosa"


O Streetwater abriu há nove anos. Em uma tarde recente de sexta-feira, um grupo a caminho do happy hour aproximou-se silenciosamente do bar e alguns madrugadores olhavam o cardápio no salão. A luz empoeirada que passava pelas frestas das janelas, iluminando o chão de cerâmica e decorando o teto de estanho, tornava fácil imaginar a época em que os construtores de navios e carregadores de mercadorias se reuniam ali. Alguns desses homens e suas companheiras estão imortalizados nas fotos na parede.

Brondmo vive no antigo apartamento de Smith. Ela o dividia com o marido, Pablo Arganaraz, chef e coproprietário do restaurante, que morreu em 2013. Ela não acredita que o prédio seja assombrado e acha que a equipe é supersticiosa. Quanto aos copos quebrados, ela diz que as vibrações por causa da britadeira durante a obra no restaurante provavelmente fizeram com que rachassem.

Cesir Sanchez, 43, o funcionário que pegou o anel de ouro, usa-o apertado na ponta de seu dedo mindinho esquerdo. Ele não está preocupado em ofender uma aparição. 

Sheldon, que vive em Las Vegas, e Ambrosio visitaram o Sweetwater há alguns anos. Arganaraz contou a Sheldon que a música ligava quando ele estava sozinho à noite e as luzes piscavam.

"Isso é a tia Anna", disse Sheldon. "Ela tinha uma tonelada de discos. Ela adorava música. E adorava sair para jantar."

Tradutor: Eloise De Vylder

                              Uma foto sem data de Jennie e Charles Szyjka, com os filhos Michael e Anna