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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Carnaval de Curitiba terá versão adaptada da Zombie Walk

 

A Zombie Walk, evento já tradicional do Carnaval de rua em Curitiba, onde as pessoas percorrem as principais ruas da cidade fantasiadas de zumbis será reduzido esse ano por causa da pandemia. Cancelado pelo segundo ano, o evento será realizado no Nosferatus Bar, no dia 26 de fevereiro, a partir das 19 horas. Como não será mais uma caminhada, o Zombie Walk do Nosferatu será o Carna Zombie.

Incentivando fantasias de uma noite de terror. A equipe do bar fará registros e pelo Instagram os seguidores poderão votar na melhor fantasia. Ganhador terá como prêmio, em data a ser escolhida, a consumação no valor de até R$ 100,00. Quem anima a noite é o ‘one man band’ Satã (Lucian) com seu rock e blues super empolgado.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

La Ursa, uma experiência aterrorizante no Carnaval pernambucano


Com a proximidade do Carnaval, me lembrei mais uma vez desta história que aconteceu há muitos anos, quando eu tinha por volta de 9 ou 10 anos de idade, e que até hoje mexe com o imaginário da nossa família. Sou de uma família numerosa, mais de 10 primos em primeiro grau, isso apenas dentro da mesma faixa etária, que hoje gira entre os 25 e 30 anos. Na época do que vou narrar, éramos todos "pirralhos", e estávamos passando o feriado de carnaval na casa de praia de nossos avós.

As crianças da família eram muito conhecidas na vizinhança, que era tranquila e segura. Passávamos o dia na praia e a noite em frente à casa ou passeando pelas ruazinhas próximas, que tinham casas de moradores e outros veranistas. Quem já foi ou tem casa de veraneio numa praia tranquila conhece bem o que são aquelas ruazinhas secundárias, um sossego só.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Universal Orlando inaugura loja sombria em comemoração aos 25 anos do Mardi Gras


O Universal Orlando Resort está trazendo uma nova forma de entreter os visitantes na celebração do Mardi Gras deste ano. Pela primeira vez em 25 anos de história do evento, uma loja-tributo temática de Mardi Gras será inaugurada no Universal Studios Florida.

Localizada do lado de fora do French Quarter, que fica dentro da área Nova York do Universal Studios Florida, a Tribute Store servirá como uma homenagem à tradição de Nova Orleans. A loja terá um local exclusivo para fotos e os visitantes poderão comprar artigos do Mardi Gras do Universal Orlando que foram especialmente desenvolvidos.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Caiporas, caretas e papangus trazem mistério ao folclore carnavalesco no interior pernambucano


O uso de máscaras é uma das características marcantes do carnaval de Pernambuco, principalmente em blocos tradicionais do interior do estado. Em Pesqueira, há os caiporas; em Triunfo, os caretas; e em Bezerros, os papangus.

De acordo com o pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), César Pereira, a utilização desse adereço tem um objetivo específico. "A finalidade é esconder a identidade do folião, para que possa brincar à vontade sem ser reconhecido", explica.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Bloco Pé na Cova levará criaturas do cemitério para Carnaval de Pindamonhangaba

Tradicional bloco carnavalesco criado em 1988 de São Luiz do Paraitinga, considerada a Capital das Marchinhas, irá fazer parte do Carnaval de Pindamonhangaba.

Pela primeira vez em Pindamonhangaba- SP, o bloco Pé na Cova, de São Luiz do Paraitinga, desfilará pelas ruas da Princesa do Norte, levando muita alegria e descontração, em uma mistura de Halloween com Carnaval. A marchinha “puxa, puxa, puxa que puxando estica”, vai tomar conta das ruas na segunda-feira de Carnaval (4/3) e contagiar os foliões, que estão convidados a vestirem suas fantasias de monstros, zumbis e bruxas para acompanharem o bloco.

O Pé na Cova foi criado em 1988, na Capital Nacional das marchinhas carnavalescas – São Luiz do Paraitinga - SP. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Maldição da Quarta-Feira de Cinzas


Hoje é Quarta-Feira de Cinzas, por ser uma data considerada sagrada, existe uma antiga lenda que diz que quem celebrar o Carnaval após a meia-noite da terça-feira, pode ser punido, é com base nessa lenda urbana que o relato assustador que você irá ler abaixo foi inspirado. 

E nos diz o dito popular: ” O pior cego é o que não quer ver.”

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Carnaval do interior de Pernambuco é permeado por lendas

Pesqueira (esquerda) tem o Carnaval dos Caiporas e Triunfo (direita) o Carnaval dos Caretas.

Dizem que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. A semana de alegria e cores já tem destinos consagrados em todo o Brasil, como o Rio de Janeiro, Salvador e a dobradinha pernambucana em Recife e Olinda. Mas, o que nem tanta gente sabe é que no interior de Pernambuco existem opções pra curtir a folia conhecendo a história e cultura do estado e com valores abaixo dos custos nas capitais.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Beija-Flor irá falar sobre monstros e seus criadores no Carnaval carioca

Escola usará enredo "monstruoso" para fazer uma crítica ao Brasil.

Última a desfilar pelo grupo especial do carnaval do Rio, a Beija-Flor de Nilópolis pretende fechar com chave de ouro a folia carioca. O enredo tem um título comprido: "Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu". Dentro dele, a escola tem muito a contar para revelar quem é o verdadeiro monstro nessa estória. A sinopse da comissão de carnaval que explica o enredo dá uma dica: “o monstro é a criatura de aparência repugnante? Ou é o criador, com o seu egoísmo, seu orgulho, sua arrogância e seu coração corrompido?”.

A ideia do enredo é do coreógrafo da comissão de frente da escola, Marcelo Misailidis, a partir do romance de ficção e terror Frankenstein, de autoria de Mary Shelley. Na obra, que está completando 200 anos em 2018, um cientista dá vida a uma criatura construída com partes de pessoas mortas, tornando-se uma figura feia. Depois de rejeitada pelo criador, ela vaga em busca de companhia.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Independente Tricolor fará homenagem aos eventos de terror dos parques paulistas no Carnaval

Zé do Caixão estará no desfile que será uma celebração da cultura paulista de passar medo nos parques de diversões.

Carnaval tem tudo a ver com diversão, folia e também com terror. Esta é a ideia da escola de samba de São Paulo Tricolor Independente , que estreia este ano no Grupo Especial. A agremiação vai levar para o Anhembi o enredo "Luz, câmera e terror – Uma produção Independente" e vai contar com uma homenagem aos eventos de terror dos parques, como a tradicional "Hora do Horror" do Hopi Hari em um dos carros alegóricos. 

A escola pretende levar o público para um passeio pelos grandes filmes de terror de todos os tempos, do passado ao presente, e também lembrar comemorações clássicas para os amantes do gênero, como os eventos dos parques . O parque temático Hopi Hari reúne centenas de pessoas tradicionalmente na "Hora do Horror" batendo recordes de público, assim como as tradicionais Noites do Terror do Playcenter, o evento que mais fazia sucesso no tradicional parque paulistano, levando mais de 60 milhões de visitantes para o parque, vindos de todo o Brasil e até mesmo de outros países.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Conheça o Fofão, figura misteriosa do Carnaval do Maranhão


Ele é feio, assustador e no Carnaval, a época mais divertida do ano, resolve dar as caras pelas ruas de São Luís. Símbolo do carnaval maranhense, o fofão foi inspirado em personagens do Carnaval europeu, sendo capaz de assustar e divertir ao mesmo tempo.

Muito conhecido no carnaval maranhense, o fofão ganhou fama e conquistou o coração dos apaixonados por carnaval, porém, este personagem está caindo no esquecimento. 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Independente Tricolor irá homenagear os filmes de terror no Carnaval de São Paulo em 2018


Na madrugada do último domingo, 06 de agosto, a Escola de samba Independente Tricolor, abriu as portas de sua sede social para receber aos seus convidados e apresentar o Enredo e Samba Enredo para o carnaval 2018. Com a quadra lotada e cheia de figuras monstruosas, um grande Halloween se formou. A agremiação foi a última escola do Grupo de Aleite de São Paulo a divulgar o seu enredo.

Com o enredo “Em cartaz: Luz, câmera e terror… Uma produção INDEPENDENTE!” a maior família tricolor proporcionou uma linda festa.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Salgueiro impressiona com versão carnavalesca de "A Divina Comédia de Dante" no Carnaval do Rio de Janeiro

Enredo levou folião a uma viagem que passou pelo inferno, purgatório e paraíso.

A escola da zona Norte do Rio levou para a Avenida um enredo sobre a Divina Comédia do poeta italiano Dante Alighieri. Especialmente no início do desfile, o impacto visual dos carros e fantasias foi muito forte. Sem erros, o Salgueiro deverá ser uma das favoritas dos jurados nessa quarta.

Com a temática "A Divina Comédia do Carnaval" a escola teve 1h11 de desfile e relembrou os primeiros carnavais, quando a festa era associada a "tentações e diabruras". Elas foram representadas por blocos de mascarados e foliões vestidos de fantasmas, morcegos e diabos, muitos diabos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Prefeitura de Curitiba muda de ideia e confirma Zombie Walk no Carnaval


A Prefeitura de Curitiba mudou de ideia e confirmou, nesta última quinta-feira (23), a realização da Zombie Walk. O evento será realizado no domingo de carnaval (26) no Centro da cidade. A organização do desfile havia anunciado o cancelamento na terça-feira (21), porque não havia obtido autorização da prefeitura.

A Zombie Walk é realizada na capital paranaense desde 2009, segundo os organizadores, e arrasta uma verdadeira multidão de mortos-vivos pelas ruas centrais da cidade. O evento é característico de Curitiba, que para muitos é a sede de carnaval alternativo. Ano passado o evento superou o público dos blocos carnavalescos, reunindo mais de 20 mil pessoas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Os Clóvis (ou Bate-Bolas) - O terror do Carnaval


Se o carnaval é a festa da alegria para a maioria das pessoas, as crianças podem achá-lo uma época assustadora...
Os bate-bolas (também conhecidos como Clóvis) começaram a surgir nos subúrbios do Rio de Janeiro e hoje já atacam o Brasil inteiro. Alguns dizem que os bate-bolas são uma espécie de arlequins, colombinas, dominós ou pierrôs medievais já que esses que também usavam as bexigas de porco.

Sempre escondidos a espreita e prontos para assustar quem passar por eles distraídos, os “Clóvis” são pessoas com uma fantasia sempre muito colorida que consiste em macacões compridos de caveira, morcego e palhaço entre outros e máscaras de rede com cabelos coloridos que dificulta a identificação do rosto mostrando apenas um desenho assustador, o diferencial é que no lugar da boca tem uma chupeta ou um apito. O mais importante, porém é a bexiga de boi que eles têm sempre em mãos. Essa bexiga quando batida no chão faz um barulho bem alto que assusta até os mais preparados. As bexigas hoje em dia foram substituídas por bolas de plástico que não tem o efeito sonoro desejado.

Eles normalmente andam em grupos e às vezes podemos ouvi-los cantar músicas direcionadas sempre a uma pessoa. Como em muitas vezes o grupo tem crianças, fica parecendo que são anões o que deixa a aparência do bate-bola ainda mais assustadora. Outra característica importante é que os “Clóvis” nunca se falam, eles se comunicam sempre por mímica ou pelo som do apito.
As formas de assustar são diversas: bater as bolas nos portões fazendo esporro, apitar no ouvido das pessoas ou jogar a bola em cima de alguém.

Há os que levam a fantasia na brincadeira e os que levam mais a sério fazendo até um 'ritual' como pedido de passagem se um grupo encontrasse com outro, porém se essa não fosse concedida, começava uma briga com as bexigas sendo usadas como 'armas'.

Assim como as escolas de samba, os bate-bolas também trabalham com um enredo, que muda todos os anos e é revelado apenas no sábado de Carnaval -- no caso da Turma da Praça, o tema escolhido para 2016 foi as Katrinas mexicanas, mas já houve anos que os temas foram o Circo, Os Sete Pecados Capitais, o Haloween, entre outros.


Tradição Carnavalesca

A tradição desses grupos no Rio é tanta que motivou a prefeitura a decretá-los, em 2010, patrimônio cultural carioca. Tudo indica que o nome bate-bola remonta à Idade Média, quando crianças europeias pobres usavam bexigas de boi como bolas, aproveitando os restos de animais que sobravam da comilança anterior à Quaresma.

— Os clóvis são o resultado da mistura de várias festas populares. Há influência dos palhaços da Folia de Reis, dos bailes de máscaras franceses, do entrudo português (brincadeira de rua em que água suja era jogada nas pessoas) — diz a historiadora Aline Gualda, doutoranda da UERJ que há sete anos estuda as fantasias de bate-bola.


Causo de arrepiar

O causo abaixo foi relatado pela professora de História, Cristina Pereira, e ela autorizou-me a contá-lo na Internet. Na Itália do século dezessete, numa cidade chamada Veneza, existia um carnaval onde as pessoas saíam com máscaras brancas e graciosas pelas ruas acompanhadas com suas fantasias. Naquela época só eram permitidas máscaras claras, porque às escuras eram consideradas como disfarces do demônio. Numa destas festas de Veneza, três adolescentes amigos resolveram sair mascarados: Luigi, Giovani e Pedro. Eles estavam tão empolgados com a festa que beberam demais e acabaram saindo da cidade em direção a um caminho repleto de sítios e fazendas. 

No meio daquela estrada, Giovani avistou algo estranho num chiqueiro de porcos e disse: - Olhem, lá: - Parece que existe um velhinho caído no meio dos porcos! Os rapazes aproximaram-se do lugar e viram um idoso fantasiado de palhaço, sem máscara e sem maquiagem, caído no local. Então Luigi falou: - Este ancião está tão bêbado que perdeu a máscara e enfiou-se no chiqueiro! - Vamos dar um susto nele?! Assim os jovens sufocaram o pobre velhinho contra a lama. De repente, Pedro exclamou: - É melhor pararmos com isto! - Pois acho que este homem morreu porque o pulso dele não dá mais sinal! - Vamos embora daqui! Após estas palavras os adolescentes saíram correndo e voltaram ao carnaval de rua. No meio da festa Luigi comentou, para os amigos, apontando para uma pessoa: - Olhem aquele homem perto do carro alegórico cor-de-rosa! - Ele parece com o idoso que estava caído no chiqueiro. Só que agora ele veste uma máscara vermelha de diabo e carrega nas mãos uma bola feita de bexiga de porco. Desta maneira o sujeito misterioso aproximou-se dos garotos e disse: - I am clown... - I am a Hell’s clown! Giovani pediu ao colega: - Pedro, você que é inteligente, por favor traduza o que este homem está falando! O companheiro respondeu: - Eu creio que ele falou em Língua Inglesa. Mas, o problema é que não sei nenhuma palavra em Inglês. - Acho que este ser falou que o nome dele é Clóvis! Naquele mesmo segundo o palhaço misterioso jogou sua bexiga suína em direção a estes rapazes. Assim surgiu uma nuvem de fumaça branca e eles desapareceram. A multidão pensando que a mágica fazia parte do espetáculo aplaudiu o número. 

A partir daquele dia, este ser misterioso, com sua máscara demoníaca acompanhada da sua bola de porco, passou a aparecer nas festas de rua do Carnaval de Veneza. Pouco a pouco as pessoas começaram a admirar o seu traje e por isto algumas passaram a se vestir igual a esta criatura nos bailes carnavalescos. Deste jeito esta fantasia passou a ser chamada de Clóvis, pois foi derivada da palavra clown, que significa palhaço em Inglês. A tradição carnavalesca deste traje foi trazida, no século dezenove, pelos europeus ao Rio de Janeiro e dura até os dias atuais. As pessoas usam o traje de Clóvis pelas ruas com o objetivo de representar a alma do palhaço assassinado que, até hoje, procura pelos seus algozes na época carnavalesca.

Fontes: Medo B, Terrormática e UOL

segunda-feira, 3 de março de 2014

O Carnaval dos Malditos




Carnaval são os três dias de folia que precedem a quarta feira de cinzas. É uma palavra que tem origem no latim "carna vale" que significa dizer adeus à carne.
Três dias em outros lugares porque em Salvador o carnaval começa mais cedo .
Na noite de sexta feira, desce o bloco pelas ladeiras, tão logo soem as doze badaladas, a senha universal para que os malditos retornem à terra.

O cotejo percorre as ruas, vestido de negras mortalhas que cobrem seus corpos e seus rostos ao som de velhas marchinhas carnavalescas tocadas em um tom diferente, entre o lúgubre e o alegre.
Percorrem as ruas calçadas de pedras sem que deles se ouça uma única palavra, uma única frase. Apenas as estranhas melodias preenchem o silêncio da noite. 

Os passantes que se defrontam com tal desfile são tomados de um medo inexplicável, espremendo-se contra as paredes do antigo casario colorido que contrasta visivelmente com os trajes escuros dos integrantes do bloco.
Calafrios percorrem os corpos de quem vislumbra a passagem do grupo macabro.

Ninguém sabe ao certo a sua origem, nem de onde vêm, mas há quem diga ter ouvido de alguém que é primo de alguém que é cunhado de não sei quem, filho da tia de fulano, avó de beltrano, vizinha de uma senhora que diz ser descendente de algum dos malditos que:
“ Em meados do século passado, como ocorre no carnaval até hoje, criminosos se misturavam aos foliões e praticavam toda sorte de delito, desde estupros até assassinatos, ocultos sob as máscaras e fantasias , das mais comuns possíveis e mais fáceis de se misturar no meio da multidão. Por anos esses facínoras perpetraram seus atos hediondos sem que pudessem ser, exceto em raras ocasiões, identificados pela polícia e punidos pelos seus crimes.

Ocorreu que, em um determinado ano, após a pratica de sue crimes e a fim de gastar o dinheiro surrupiado e comemorar seus crimes, todos eles acabaram por irem reunir-se, sem que tivessem combinado previamente, em um novo e luxuoso brega (meretrício) que havia se instalado há pouco tempo em um dos antigos sobrados as cidade.

Ninguém sabia ao certo a origem o tal brega, mas era frequentado até mesmo pelos mais abastados, pois ali se reuniam as mulheres mais bonitas que faziam da prostituição o seu modo de vida. Havia para todos os gostos, loiras, morenas, brancas, negras, mulatas, ruivas, cada qual com o corpo mais exuberante que as demais, muitas delas aparentando ser menores de idade. Era o sonho de consumo dos que buscavam os prazeres da carne e das bebidas fartas.

Nada indicava que aquilo fosse mais do que um bordel de luxo com belezas exóticas e exuberantes.
Tudo ali era de primeira, não apenas as mulheres, mas também os serviços e produtos oferecidos. O local contava com dois ambientes, uma mais aberto onde se misturavam as pessoas de várias classes e outro mais reservado, restrito a figurões conhecidos que não gostariam de ser flagrados com a “boca na botija”.

Ocorreu, no entanto, que pouco tempo depois da chegada do último não convidado, mas ao mesmo tempo “convocado” para o festim por uma força irresistível que os impulsionava para o local, tempo este suficiente para que encontrasse a mulher de sua preferência e iniciasse a concretização do que fora ali buscar, um estranho fenômeno começou a ocorrer no local.

Todo aquele luxo pareceu dissolver-se no ar, dando lugar a um ambiente de degradação sem precedentes, os tecidos luxuosos pareciam transformar-se em farrapos e trapos, os móveis se transformavam em cacarecos, em escombros danificados, mas o pior de todos os horrores ainda estava por acontecer. As maravilhosas e exuberantes mulheres, transformaram-se em demônios descarnados, que passaram a devorar as suas vítimas nem um pouco inocentes, que tomadas de intenso pavor, ainda tentaram defender-se com suas armas de fogo e navalhas que carregavam consigo, no entanto nada disso salvou suas vidas e nem suas almas naquela noite. Seus corpos dilacerados ficaram por ali mesmo, jogados no chão do brega infernal, já suas almas foram levadas ao inferno, onde depois de julgadas, além do martírio eterno, foram sentenciadas a vagar pela terra toda a sexta feira que antecede o Carnaval, pelas mesmas ruas em que cometeram os seus crimes.”

Esse é o relato mais popular sobre O Bloco dos Malditos que desce as ladeiras de Salvador, condenados a passar pelo local de seus crimes e reviver todas as suas atrocidades, sem poder emitir um único som, escoltados por demônios que tocam as lúgubres marchinhas.


Autor: Jorge Linhaça

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Carnaval de Curitiba terá samba, rock e zumbis

Festival de cinema de terror é uma das atrações do Carnaval curitibano


Com desfiles de descolas de samba, festival de rock e zumbis, a cidade de Curitiba definiu o calendário para o Carnaval 2014. Com todas as atrações, a capital paranaense espera receber cerca de 200 mil pessoas durante as festividades. “As atrações foram definidas para agradar a todos os foliões, sejam os que gostam de bloco de rua, desfile das escolas de samba, para quem curte bandas de Rock’n Roll, filmes de terror, eventos religiosos, além da tranquilidade que as pessoas podem encontrar nos parques da cidade”, diz Tatiana Turra, diretora executiva do CCVB - Curitiba, Região e Litoral Convention & Visitors Bureau.

As festas começaram com o bloco pré-carnaval Garibaldis e Sacis, que reuniu cerca de 20 mil foliões no dia 23. Os desfiles das escolas de samba começam no dia 1º de março. Após 16 anos na avenida Cândido de Abreu, no Centro Cívico, o evento volta para a rua Marechal Deodoro na edição deste ano. A transferência aconteceu a pedido das escolas, para aproveitar o espaço e melhorar a acessibilidade. Antes dos desfiles, os ensaios acontecem nas quadras das escolas de samba de Curitiba durante toda a semana e são abertos ao público.

No dia 1º também começa o Curitiba Rock Carnival, uma ampliação do Psycho Carnival e um dos destaques da programação, segundo Tatiana Turra. O evento será na praça Eufrásio Correa e contará com shows de bandas curitibanas e de outros locais, como a Pelebrói Não Sei e Camarones Orquestra Guitarrística. 

A sexta edição da Zombie Walk acontece no dia 2 de março e também faz parte das atrações. A parada, que está na capital paranaense desde 2009, se concentrará na Boca Maldita a partir das 12h.

A Vigor Mortis, com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, apresenta a segunda edição do Grotesc-O-Vision, o festival de cinema de horror do carnaval curitibano. O evento faz parte do circuito carnavalesco que também compõe o PsychoCarnival e a Zombie Walk.  Para este ano serão apresentados longas e curtas dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Grã-Bretanha, Argentina e Brasil.

A mostra também trará para o saguão da Cinemateca de Curitiba a Feira de Produtos de Horror com livros, games, action figures, DVDs e camisetas.

A grande atração do festival será a Oficina de Maquiagem de Horror com Rodrigo Aragão. O respeitado cineasta e especialista em efeitos sangrentos dos filmes Mangue Negro e A Noite do Chupacabras vai compartilhar seu conhecimento em um curso único. Aragão também participará de um bate-papo após a exibição de seu mais novo filme, Mar Negro.

Para os turistas que pretendem se hospedar em Curitiba, Turra garante que os hotéis “estão mais do que preparados” para receber os visitantes, após passarem por reformas. Informações sobre a programação podem ser conseguidas no site www.curtacuritibaoanointeiro.com.br e no Guia Curitiba Apresenta, distribuídos nos hotéis associados ao CCVB.



Comercial Zombie Walk 2014:




Programação


28 de fevereiro a 03 de março - Grotesc-O-Vision - 2ª edição do Festival de Cinema de Horror do carnaval - Cinemateca de Curitiba

28 de fevereiro a 03 de março - Psycho Carnival - Rua São Francisco, 164

01 de março – Desfile das Escolas de Samba – Avenida Marechal Deodoro

2 de março – Zombie Walk- A partir das 12 horas na Boca Maldita

3 e 4 de março – Baile Infantil – Ginásio de Esportes Bairro Novo

3 e 4 de março – Baile Adulto - Ginásio de Esportes Bairro Novo

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Rosas de Ouro faz homenagem ao Dia dos Mortos


Com o tema "Os Condutores da Alegria numa fantástica viagem aos Reinos da Folia" o carnaval paulista foi animado pela escola de samba Rosas de Ouro, o tema passou por festas tradicionais de diversos países, a escola contou a história da folia ao redor do mundo. Uma ala composta de atores encenou a tradicional festa mexicana do Dia dos Mortos.

Prévia:



Trecho do Desfile:




Confira o samba enredo completo:


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Que tal apavorar no Carnaval?



Que tal apavorar nesse Carnaval?

Confira como virar um dos pesadelos da Hora do Horror do Hopi Hari de 2007.



Feiticeira:





Palhaço Verde:





Híbrido Cavalo:




Homem Peixe:




Queimado Vivo:




Zumbi:





E já que o tema é Pesadelos, não poderia faltar o rei dos pesadelos, Freddy Krueger:




Confira outros personagens:
                                                                                                                                                                              

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Halloween já começa a ultrapassar o Carnaval no Brasil

Data já supera o Carnaval no comércio de alguns lugares do Brasil

“Gostosuras ou travessuras?” Se você pensa que a pergunta é comum apenas nas festas de halloween dos Estados Unidos e Europa, se enganou. Responsável por movimentar a economia de outros países, a data começa a fazer suas cifras também no Brasil. Isso porque o Dia das Bruxas, comemorado em 31 de outubro, já caiu no gosto dos consumidores, e lojistas reservam cada vez mais espaço nas vitrines para acelerar as vendas. Influenciados pela americanização da data, os comerciantes aproveitam a “brincadeira” para aumentar os lucros, e assim, passam a contar com uma nova data no calendário. Nas lojas de fantasias e decoração de Belo Horizonte, o fenômeno é ainda maior. As vendas chegam a subir 60% na reta final deste mês. A festa – que no Brasil se assemelha aos bailes à fantasia – já é considerada a segunda melhor data do ano para esse tipo de lojista e só perde para o carnaval, considerado o Natal do setor.

Entretanto, o halloween vem aumentando a sua participação nesse mercado e, em alguns estabelecimentos, supera o carnaval no volume de vendas. É o caso da Mega Festas. “Notamos que a cada ano estamos crescendo mais. As vendas são puxadas pelas escolas de idiomas, escolas infantis e pelas próprias festas que comemoram o dia”, explica Jane Prado, proprietária da loja. Segundo ela, como prova do bom desempenho, a alta nas vendas em sua loja nesta época do ano chega a 40%. “Bem próximo à data, ainda ocorre uma explosão nas vendas”, diz.

A preparação para o Dia das Bruxas começa cedo. “Assim que acabam os estoques de carnaval começamos a trabalhar o halloween, que vende o ano todo”, diz. Na loja de Jane, em busca de itens de decoração, fantasias de vampiro, chapéus de bruxa, enfeites de abóboras e outros adereços, os clientes encontram produtos com preços que variam de R$ 19,90 a R$ 89. “O preço é democrático. É possível que a pessoa componha a própria fantasia, como também que compre uma mais sofisticada porque a oferta é grande e preparamos um estoque para isso”, comenta.

Além do último fim de semana, que foi de comemorações em clubes, boates e em festas particulares, a continuação no movimento nas vendas é esperada para hoje, terça e quarta-feira, quando ocorrem novas festas. “As pessoas ainda deixam para a última hora. Estamos preparados para um crescimento de 60% da demanda nesses dias”, afirma a proprietária da Festa Mágica, Rejani Sette.

Na loja, que também é especializada em decoração de festas e fantasias, o movimento começou em setembro. “Se tem uma oportunidade de se fantasiar, o brasileiro aproveita. Fora isso, a própria cultura que vem sendo trabalhada nas escolas contribui para que a data ganhe força e o comércio também”, afirma.

Varejo especializado em fantasia já contabiliza alta de 60%


Além dos vampiros


Na contramão da maioria dos lojistas que atendem o público infantil e a demanda gerada pelas escolas está Marlene Barbosa Alvim, proprietária da loja Encanto Fantasias, especializada no aluguel de fantasias. Ela comenta que entre os mais interessados pelo Dia das Bruxas estão os adultos, seguidos pelos adolescentes. “Nessa época, comercializamos mais as fantasias do manequim 36 ao 44”, comenta. Ainda de acordo com ela, o que chama a atenção é a relação do público mineiro com a data, que não tem apenas os personagens de terror como inspiração.

“Aqui, assim como em outras regiões do país, a brincadeira é mais leve. Vale todo tipo de fantasia e não apenas as de bruxas e vampiros. Isso permite que as lojas também tenham um desempenho melhor”, avalia. Com a diversidade de opções, preços e modelos, a resposta vem no crescimento das vendas. “Em 2010, vendemos 20% a mais; em 2011, 50%; e em 2012 já registramos alta de 20%”, conta a empresária.

Entre os consumidores que fomentam o comércio está a estudante Amanda Ferreira. Frequentadora assídua de festas à fantasia, ela foi às compras em busca de adereços para se vestir de noiva no Dia das Bruxas. “Vou a uma festa tradicional em Divinópolis. Sou fã da data”, comenta. De acordo com Amanda, o halloween faz sucesso no Brasil porque as pessoas gostam de “viver uma fantasia e fugir um pouco da realidade”. “Invisto muito nesse tipo de festa à fantasia, e, mesmo sendo um evento importado, a diversão é certa”.

Clima invade setores diversos

A estudante Amanda Ferreira faz compra para participar de festa em Divinópolis: "Sou fã da data"


Nem só de fantasia e adereços vivem as lojas especializadas no setor nesta época do ano. A data se apresenta também como oportunidade para outros segmentos do varejo que querem lucrar. Enquanto as lojas especializadas correm para atender a demanda de quem quer se fantasiar, bares, restaurantes, lojas de presentes e de roupas também entram no clima.

Aproveitando o mês da criança e a tradição do halloween nos Estados Unidos, a loja de roupas importadas infantis Bumble Bee investiu alto na decoração de sua vitrine. As vendas aumentaram 30%. “A americanização é recorrente na nossa loja. Já que vendemos roupas importadas fazemos questão de apostar na comemoração dessas datas ”, conta a gerente da Bumble Bee, Larissa Machado Vieira.

Na loja de presentes e convites personalizados Lembrancinhas e Mimos, as caveiras e enfeites que fazem menção à data não foram esquecidos. Para Virginie Njaim Coury, proprietária da loja, a globalização pode ser apontada como a principal responsável pelo sucesso das vendas e pela aceitação da festa. “O halloween impacta no meu negócio porque existe um mercado consumidor crescente e forte que incorporou a festa à nossa cultura. Precisamos estar preparados para isso”, comenta. “Tudo que vem de fora é bem recebido por nós e mexe com a imaginação. Por isso, essa data agora é brasileira também”, observa.

Prêmio


Já o restaurante Applebee's apostou no Halloween Day, que, obviamente, ocorre no dia 31. Dentro da proposta da festa, os clientes que forem ao estabelecimento fantasiados poderão consumir os produtos de todo o cardápio pela metade do preço. A festa, que começa às 17h, terá rodada dupla de drinks e vai premiar a melhor fantasia com um voucher de R$ 50.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval da Eslovênia celebra tradições pagãs

Kurentis no Carnaval esloveno, são criaturas míticas do imaginário pagão que expulsam o Inverno e dão as boas-vindas à Primavera


O Carnaval da Eslovênia é feito pelos tradicionais desfiles de bufões com máscaras demoníacas. O Carnaval da cidade eslovena de Ptuj é uma mistura entre as celebrações ocidentais e o antigo paganismo eslavo.

A peculiaridade dessas festas de carnaval consiste em uma fusão entre o Carnaval da Europa ocidental, principalmente o veneziano e o austríaco, e o folclore local onde predomina a mitologia pagã eslava.



Carnaval da Eslovênia oferece vários eventos culturais

As celebrações do Carnaval oferecem diversos eventos culturais, etnográficos e lúdicos. Exemplos disso são, as festas de máscaras de crianças, um desfile internacional, competições, feiras e exposições com a participação de grupos nacionais e dos países vizinhos.

O Carnaval esloveno de Ptuj é celebrado desde o ano 1960.

Esses carnavais têm uma grande semelhança aos realizados na cidade litoral croata de Rijeka.



Na Croácia acontece um Carnaval semelhante ao Carnaval da Eslovênia


Na Croácia, os camponeses locais chamados zvoncari (sineiros) fantasiam-se há séculos como seres horripilantes fantásticos com o objetivo de espantarem o Inverno, enquanto no Carnaval da Eslovênia, as personagens de aspecto muito similar assumem o papel de kurenti (bufões).

No início do Carnaval, os respectivos prefeitos de Ptuj e Rijeka entregam as chaves da cidade ao “príncipe do Carnaval”  A grande festa termina com o baile de máscaras na quarta-feira de cinzas, quando também acontece o enterro de "pust", um boneco que simboliza todos os males.

A cidade costeira de Rijeka atrai visitantes de todo o mundo durante o carnaval, conhecido como um dos mais divertidos na Europa, com elementos do folclore e mitologia eslavos.

Com mais de cem anos de história, a festa surgiu da tradição dos camponeses de colocar máscaras horrendas para afugentar o diabo e celebrar a chegada da primavera. Naquela época eram organizados desfiles e espetáculos para os nobres austríacos e húngaros e para a nobreza de toda a Europa.

Imaginação, criatividade e originalidade dominam os desfiles de carnaval e o ponto alto da Grande Parada do Carnaval de Rijeka será o desfile de 100 carros alegóricos e 10 mil máscaras que percorrem a rua Korzo, que deverá mobilizar 8.000 participantes e 100 mil visitantes.
Os carnavais de Ptuj costumam atrair todos os anos milhares de espectadores. De seus desfiles internacionais, participa uma grande multidão de pessoas fantasiadas, procedentes de diversos países vizinhos.

No Carnaval de Ptuj, a procissão etnográfica é a que preserva melhor a tradição secular e consta de três partes: Começa com os kurenti, que espantam o Inverno, seguido de um desfile de fantasias que invoca a Primavera e a fertilidade, para terminar com a passagem de figuras grotescas para divertir e assustar os espectadores.



“Kurenti” – Os fantoches do Carnaval esloveno


Os kurenti são fantoches extravagantes e espantosos que, com sua aparência e o grande barulho que produzem pelos grandes sinos atados a seus cinturões, devem assustar o inverno e as forças do mal.

Um kurenti comum se veste de peles de ovelha, leva cornos de touro, sinos na cintura, uma máscara demoníaca, meias de lã e sapatos pesados. Além disso, empunha na mão esquerda um mangual ou chicote de armas, que se usava na Idade Média.

Outros kurenti típicos se fantasiam com plumas de ave e usam uma máscara com bico ou incorporam elementos diabólicos de influência próxima ao reino animal.

Depois desse desfile, a procissão segue com os personagens que invocam à Primavera, o amor, a fertilidade, a exuberância e a plenitude. Por isso, as fantasias de Carnaval constam de folhas verdes, adornos florais, homens que arrastam um arado e que jogam sementes ou representam outras atividades relacionadas com a agricultura.

Os atos lúdicos terminam com a passagem de figuras grotescas, ciganos alegres que predizem o futuro e mendigos excessivamente mal vestidos que saem às ruas e fazem farras e palhaçadas.

Com estas brincadeiras no final da procissão se tenta evocar que, seja o ano bom ou mau, a temporada, fértil ou não, sempre deve-se levar a vida com humor e graça.

O enterro do pust, uma criatura que simboliza todos os males na quarta-feira de cinzas  marca o fim do Inverno na Eslovênia e o fim do Carnaval Esloveno e o começo de uma nova estação, a Primavera.