quarta-feira, 9 de março de 2016

O horror na sétima arte: uma entrevista com o jornalista e crítico de cinema Carlos Primati

Cena do clássico "O Exorcista" (1973)  medo e horror até os dias de hoje


O jornalista e crítico de cinema Carlos Primati é um dos nomes de referência na pesquisa do cinema de horror no Brasil. Na entrevista feita pelo jornal O Povo, ele fala sobre a permanência da cultura do terror nos dias de hoje, sobre os pontos altos do gênero na história do cinema, a produção atual e a sedução que continua exercendo, confira a entrevista abaixo:


O POVO: Por que somos seduzidos pelo horror?

Carlos Primati: O horror, como gênero, tanto na literatura quanto no cinema e em outras artes, funciona, em sua maneira mais básica, como uma válvula de escape, por meio do que chamamos de catarse, de experimentarmos emoções extremas de pavor, perigo, suspense e horror, porém de maneira artística e como entretenimento, estando realmente seguros, mas podendo vivenciá-las de uma maneira que eu diria que até nos fortalece o caráter. Em níveis mais profundos, o horror é uma das maneiras mais complexas e amplas de se discutir valores, de investigar os limites da alma humana, da maldade, da violência e terror; ensina a lidar com a perda, nos mostra o valor da indignação, de contestar as regras, de não aceitar a morte - ainda que seja apenas de maneira filosófica ou ideológica. O horror, por muitas vezes se valer do sobrenatural e do surreal, permite múltiplas visões artísticas, de maneira que as imagens e situações representadas num filme podem ser metafóricas e simbólicas; não é preso à objetividade do drama, do filme policial ou de ação, por exemplo, gêneros nos quais esperamos uma lógica realista. O horror não se prende ao mundo como o conhecemos, ele prefere reinventá-lo para nos oferecer hipóteses de um outro mundo, seja ele melhor ou pior.

OP: Entre os vários subgêneros do cinema de horror, qual deles mais te agrada? Por quê?

Primati: Gosto de praticamente tudo que existe no horror, justamente por mostrar essa gama de possibilidades, mas o meu subgênero favorito é o horror psicológico, porque ele mexe com a mente humana e sua capacidade de criar monstros e fantasmas. O horror psicológico, onde mais se sugere do que mostra, é a consequência direta do Expressionismo Alemão, o movimento artístico que mais me interessa dentro da história do cinema, e que influenciou, entre outros, cineastas como Alfred Hitchcock, Roman Polanski e Darren Aronofsky.

OP: Quais os grandes clássicos do horror que todos deveríamos assistir?

Primati: Uma lista justa teria que contemplar filmes de todos os estilos, origens e períodos, mas para mencionar apenas alguns que são de fato essenciais, eu citaria Psicose (1960), O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (1962), O Bebê de Rosemary (1968), A Noite dos Mortos-Vivos (1968), O Exorcista (1973), O Massacre da Serra Elétrica (1974), A Profecia (1976), O Iluminado (1980), O Silêncio dos Inocentes (1991), Pânico (1994) e A Bruxa de Blair (1999), todos filmes que não apenas causaram grande impacto no gênero, mas também lançaram novas tendências e deram origem a subgêneros ou ciclos. Alguns filmes são menos óbvios e não tiveram o mesmo impacto no grande público, mas não posso deixar de citar obras como O Mensageiro do Diabo (1955), As Diabólicas (1955), Os Inocentes (1961), O Homem de Palha (1973), Inverno de Sangue em Veneza (1973), Suspiria (1977), Canibal Holocausto (1980) e Pelo Amor e Pela Morte (1994), cada um oferecendo, à sua maneira, visões diferentes do horror, indo do poético ao puramente violento.

OP: E Dos grandes filmes contemporâneos, quais você citaria?

Primati: O cinema de horror atual não está vivendo um momento de "grandes" filmes: o cinema hollywoodiano há praticamente uma década tem vivido de refilmagens, continuações, reboots, crossovers, prelúdios e franquias diversas. Filmes que fazem sucesso, como Annabelle e Invocação do Mal, de fato pouco oferecem de novo, apenas um entretenimento esquecível. A Colina Escarlate, de Guillermo del Toro, é um filme mais bonito do que propriamente bom. Mesmo assim, alguns bons filmes têm chamado a atenção do público interessado no gênero, quase sempre mais baratos e vindos de outros países, fora dos EUA, como o austríaco Boa Noite, Mamãe!, que eu nem acho tão bom, mas fez bastante sucesso; o holandês Borgman, o mexicano Aí Vem o Diabo, o australiano O Babadook, a engraçadíssima comédia de vampiros O Que Fazemos nas Sombras, com produção da Nova Zelândia; alguns dos raros filmes americanos do gênero a causar algum burburinho recentemente foram Você É o Próximo e Corrente do Mal. Uma coisa boa no horror é que ele envolve uma legião de aficionados, o que faz com que produções pequenas acabem encontrando seu público por meio de compartilhamento de informações e experiências. Em outras palavras, por menor e por mais obscuro que um filme possa ser, ele acaba encontrando seu público de qualquer maneira, e vice-versa. É o que mantém o horror como um gênero vivo e pertinente, muitas vezes tendo que brigar com as grandes produções deste mesmo gênero, as quais, ironicamente, na maioria das vezes pouco acrescentam ao imaginário do horror.

OP: Sobre o A Bruxa, você pôde ver o filme? Qual sua opinião sobre ele?

Primati: Sim, vi o filme na Mostra de São Paulo, no dia 1º de novembro (dia seguinte ao Halloween, quando ele foi exibido pela primeira vez no Brasil). Foi uma sessão histórica, o cinema lotado e aparentemente todas as pessoas completamente absortas pela história e por aquela experiência cinemática. O filme causou um grande impacto em mim, sob vários aspectos: além de artisticamente impecável e com um elenco excepcional, ele lida com um dos meus temas favoritos, que é o terror gerado pelo fanatismo religioso e pela crença cega que aprisiona e enlouquece as pessoas. É um filme sobre fanatismo cristão, mas também sobre repressão sexual, sobre fracasso pessoal, sobre a hostilidade da natureza e o homem se autodestruindo a partir de suas próprias regras intolerantes. É também um filme corajoso por não hesitar em se mostrar favorável ao satanismo, mesmo numa época de tanta vigilância católica e evangélica, mas o satanismo dele também pode ser compreendido como uma metáfora de liberdade pessoal e sexual: o filme mostra, acima de tudo, o desabrochar sexual de uma adolescente e como a família dela entra em pânico e histeria religiosa diante das manifestações "diabólicas" da menina. Desta maneira, é um filme feminista, libertário, provocador. É uma metáfora de um problema que vivemos ainda hoje (não é algo de séculos atrás): atribuir a maldade do mundo às mulheres livres, ou a qualquer ser humano que queira viver à margem de convenções sociais, morais ou comportamentais. Para mim, A Bruxa é um clássico imediato, já merece um lugar de destaque entre os meus favoritos de todos os tempos, e me traz uma satisfação ainda maior por ser produzido por um brasileiro, o Rodrigo Teixeira, da RT Features, que investe em cinema de gênero também no Brasil (ele fez, entre outros, Quando Eu Era Vivo, do Marco Dutra; o cinema de horror brasileiro é meu objeto de estudo e acompanho de perto este cenário). Li críticas incrivelmente belas sobre o filme, inclusive de muitos cinéfilos amigos meus, mas sei também que muita gente está saindo revoltada do cinema, porque foram assistir a um filme que lhes metesse medo de maneira convencional, mas A Bruxa não é um filme de situações fáceis e soluções óbvias, previsíveis. É normal que muita gente não goste de se sentir desafiada ou provocada a rever seus conceitos de vida, por um simples filme, mas é essa a principal força do horror. Sei que esse filme pode causar um grande impacto e mudar a vida de muita gente - para melhor. É uma epifania, por que não? Quem prefere filmes de horror que lhes ofereça o conforto de um mundo sempre em harmonia, há muita coisa convencional no mercado para suprir isso. Essa é uma das belezas do gênero: o horror pode ser tanto conservador e conformado quanto rebelde e contestador.

OP: O cinema de horror vive um bom momento? Qual a era de ouro dos filmes de terror?

Primati: Por alguns filmes que citei anteriormente, podemos dizer que ainda tem muita coisa boa surgindo. Mas no geral, é um mercado acomodado com franquias consagradas, refilmagens etc. O horror, como gênero cinematográfico, teve alguns ciclos importantes: o primeiro foi na década de 1930, com o lançamento de Drácula e Frankenstein, que consagraram os primeiros ídolos do gênero, Bela Lugosi e Boris Karloff. Depois o gênero teve outros bons momentos quando Alfred Hitchcock fez Psicose, praticamente inventando o horror moderno, e mais tarde quando O Exorcista transformou o horror num gênero lucrativo, chegando a ser indicado ao Oscar nas principais categorias. O horror continuou tendo momentos de altos e baixos, mas voltou a ser popular com O Silêncio dos Inocentes (pouco depois Francis Ford Coppola fez sua versão de Drácula e Kenneth Branagh fez Frankenstein), e mais importante ainda, quando Wes Craven deu voz às mulheres em sua saga de slasher pós-moderno revisionário Pânico, nos anos 1990, que atraiu um público muito mais amplo para o gênero, ao ponto de ainda hoje sentirmos as consequências dessa popularização do filme de horror.

OP: Você ministra cursos sobre cinema de horror e sobre a obra do Hitchcock. Quem é o público dessas oficinas? O que essas pessoas buscam?

Primati: Sim, tenho vários cursos sobre cinema fantástico, indo desde o Expressionismo Alemão até a Ficção Científica, inclusive sobre a produção de cinema fantástico no Brasil. O público é o mais amplo possível, desde meros apreciadores de filmes que querem entender um pouco melhor e aumentarem seu repertório neste assunto, quanto estudantes de cinema que ou querem ser cineastas, ou teóricos sobre a arte cinematográfica. Até hoje só tive experiências maravilhosas com os meus cursos, sempre conhecendo gente nova e interessada em pensar o cinema, o que sempre renova minha esperança em que esse tema jamais deixe de ser discutido de maneira divertida e inteligente.

terça-feira, 8 de março de 2016

Dica de filme: A Bruxa



Sinopse

Situada no ano de 1630, a trama gira em torno de um fazendeiro expulso de suas terras e que se vê obrigado a a se mudar com a família para um pequeno terreno ao lado de uma floresta sinistra. O local, segundo uma lenda urbana, seria controlado por bruxas. Quase que imediatamente, coisas estranhas e inexplicáveis começam a acontecer - animais ficam violentos, as colheitas morrem e uma das crianças desaparece. Desconfiados e paranoicos, os membros da família acusam a adolescente de praticar feitiçaria.



Ficha Técnica

Título Original: The Witch
País: EUA/Canadá
Gênero: Drama/Terror
Direção e roteiro: Robert Eggers
Elenco: Anya Taylor-Joy,Ralph Ineson, Katie Dickie, Harvey Scrimshaw, Lucas Dawson e Ellie Grainge
Estreia no Brasil: 03 de março de 2016
Duração: 90 min
Classificação Indicativa: 16 anos (Violência , Nudez e Conteúdo impactante)



Curiosidades

- Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance

- Stephen King, o rei do terror, conhecido por obras como “O Iluminado”, “Carrie, a Estranha”, entre outras, foi ao Twitter para falar bem do filme: "‘A Bruxa’ me deixou com um medo enorme. E é um filme de verdade, tenso e instigante, assim como é profundo”.

- O filme é uma produção do brasileiro Rodrigo Teixeira. No Brasil, encabeçou obras como “O Cheiro do Ralo”, “O Abismo Prateado”, “Heleno”, “Quando Eu Era Vivo” e “Tim Maia”. Fora, produziu longas bem recebidos por público e crítica como “Frances HA” e “Mistress America” - ambos do diretor Noah Baumbach - além do erótico “Love 3D”, último título do cineasta Gaspar Noé.

- Inicialmente previsto para o final de Outubro de 2015, o filme foi adiado para 31 de dezembro de 2015, novamente adiado sua estreia só ocorreu dia 3 de março de 2016.

- O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira apresentou o longa no Festival de Sundance como um pesadelo do passado, com ecos no presente!

- Detalhista, o diretor buscou retratar a vida dessa família de cristãos puritanos do século 17 da forma mais realista possível: “Tudo que aparece na câmera é feito dos materiais de construção corretos e autênticos que uma família puritana teria usado nos anos 1630, como tábuas de carvalho cortado a mão e telhados cobertos por palha de junco. Técnicas e ferramentas autênticas foram usadas sempre que necessário para tornar o mundo da história mais plausível e autêntico”.

- Uma casa de fazenda autêntica, baseada em transcrições arquitetônicas descobertas na biblioteca da Plimoth Plantation, foi recriada pouco a pouco pelo designer de produção Craig Lathrop nas regiões inexploradas canadenses do Norte de Ontário, nas proximidades de uma pequena cidade madeireira chamada Kiosk. Durante a construção da cabana, Lathrop chegou até a aumentar as aberturas das janelas em quase um terço, de outro modo seria muito escuro para filmar. “Craig foi fanaticamente intransigente sobre a criação dos cenários, muitos deles frequentemente próximos de estruturas reais”, explica Eggers.

- O realismo é tanto que o idioma falado no filme é inglês arcaico. Para não perder todos esses detalhes narrativos o filme chegou aos cinemas do Brasil apenas com cópias legendadas.



Crítica

Uma metáfora sombria da batalha do homem contra a natureza


Assistir o terror psicológico "A Bruxa" é como fazer uma viagem de volta ao tempo, nos sentimos em meados de 1630 na Nova Inglaterra, onde acompanhamos a rotina de uma família cristã da época, durante o decorrer da trama já somos surpreendidos com a ausência total dos clichês do gênero, aqui não existe impacto sonoro para assustar e muito menos nenhuma preocupação em agradar a plateia com os sustos esperados dos filmes de terror modernos, o terror está nas relações entre eles e é esse terror psicológico o responsável por manter a tensão do filme, essa paranoia crescente deixa o medo sem forma, sem rosto, sabemos que ele espreita na floresta, porém não temos a menor ideia do que vamos encontrar pela frente.

O elenco não está apenas bom como também surpreendente, digno de premiação, as atuações mirins impressionam mesmo. O pai representa a força e a compaixão, já a mãe representa a culpa e a tensão e a filha mais velha é a personagem principal do filme, ela representa a sanidade que tenta sobreviver em meio a tensão crescente. É tudo muito realista, o figurino, os cenários, os diálogos entre os personagens (inclusive em algumas cenas foram usados diálogos reais encontrados em documentos históricos), os medos do cotidiano são muito bem representados, o modo de pensar da época, é impossível se desgrudar da cadeira em qualquer segundo do filme, com uma ótima e sufocante fotografia ele te prende do começo ao fim mesmo sendo uma produção de ritmo lento, aqui o desenvolvimento personagens são mais importantes do que a própria história do filme, imaginar situações acaba sendo muito mais assustador do que presenciar.

O filme aborda vários temas e causa muitas reflexões, principalmente sobre feminismo e fanatismo religioso, inclusive no desenrolar do filme a casa da família acaba virando um verdadeiro tribunal da inquisição. O ambiente depressivo e isolado perto de uma floresta de onde a família retira o seu sustento para sobreviver é também o local onde a imaginação domina a razão, o grande objetivo dessa obra é causar uma reflexão sobre a relação do homem com a natureza. Aqui o cristianismo é usado como metáfora para representar a negação da natureza, isso pode ser observado em muitos momentos quando o homem nega-se a si próprio em função de uma crença, podemos observar como as crianças são alienadas desde pequenas a seguirem os passos dos seus pais e renegam seus instintos naturais e os substituem pela culpa e pela paranoia cada vez mais crescente, em um dos momentos um dos personagens mirins chega a pedir perdão por infringir todos os mandamentos em pensamento. O terror do filme representado pelas bruxas seria a própria natureza tentando tomar o seu lugar de volta, inclusive essa analogia fica ainda mais óbvia quando elas se transformam em diversos animais ao longo da trama como corvos, bodes, lebres, etc. A trilha sonora está repleta de sons da natureza em contraste com salmos histericamente dissonantes do século 17, representando muito bem esse conflito, porém em alguns momentos acaba soando um pouco repetitiva, um dos poucos pontos negativos do filme.

O final do filme consegue ser facilmente um dos mais assustadores da história do cinema, a solidão e a tristeza presente ao longo da trama são intensificadas ainda mais em seus momentos derradeiros ao se misturar com o temor e o medo do desconhecido, então somos convidados a entrar na floresta pra finalizar essa tensa e profana viagem pela mente humana.

Cotação: **** (ÓTIMO)



Trailer



Bônus

Confira uma breve entrevista com o diretor do filme:

segunda-feira, 7 de março de 2016

As misteriosas Luzinhas Amarelas (Minas Gerais)


Como todas as cidades mineiras, Entre Rios de Minas e São Brás do Suaçuí, no Campo das Vertentes, “convivem” com a misteriosa luzinha amarela.

Acredita-se que a lenda exista desde a época do ouro, e até mesmo antes disso. Dizem que “luzinha” aparece durante todo o ano, nas noites mais escuras, e pode ser vista com mais frequência na quaresma, principalmente por quem anda aprontando no período de penitência. 

Dizem que ela surge pequena e logo se transforma em uma grande bola de fogo que corre atrás da pessoa que se atreve a enfrentá-la. Se a pessoa não corre, a luz se torna uma mulher à procura de ajuda. Há quem diga que já viu a tal “luzinha” pelas redondezas, mas não teve a coragem de enfrentá-la. “Deu no pé”, como se diz por lá.

No município de Itaúna, no centro-oeste mineiro, contam-se diversos causos e casos, envolvendo tais esferas luminosas, geralmente à noite e em localidades rurais. O local com maior índice de avistamento de “luzes não identificadas” se dá na conhecida Serra Mata da Onça, que se localiza atrás da Granja Escola “São José”, uma fazenda-escola de propriedade da Prefeitura de Itaúna e local de estudo para menores carentes.

A serra dista cerca de 3 km do centro de Itaúna e suas “luzes” já foram avistadas também por pessoas de bairros distantes que, algumas vezes, puderam observar os estranhos fenômenos que ocorrem naquele local.

Desde os anos 40 (e, certamente, anteriormente a isso) são avistadas luzes naquelas cercanias, que vagueiam pela noite, impressionando sempre pessoas que as avistam, sobretudo por se tratarem de algo peculiar e inexplicável cientificamente.

Outro caso relatado foi na região da zona rural da cidade de Itatiaiuçu, cidade próxima a Itaúna, uma família passou por terríveis experiências com uma dessas bolas iluminadas que, costumeiramente, adentrava a sua residência. Segundo os relatos o estranho objeto, por vezes, adentrou a casa e percorreu todos os cômodos, deixando os moradores em polvorosa, restando-lhes como única alternativa, se esconderem debaixo de suas camas.

E você?  O que faria se essas misteriosas luzes surgissem na sua frente?


sexta-feira, 4 de março de 2016

Fãs transportam Silent Hills P.T. para o mundo real



Silent Hills P.T. foi um demo muito assustador criado para divulgar o lançamento do game Silent Hills para Playstation 4, o jogo acabou sendo cancelado na época devido a um dos principais criadores deixar a empresa. Porém os fãs da franquia Silent Hill  pelo visto ainda não desanimaram e aguardam ansiosos pelo jogo até hoje. 

Recentemente o canal Oddest of the Odd criou um vídeo de 13 minutos com atores de carne e osso recriando o que acontece em Silent Hills P.T. O vídeo impressiona pela qualidade e semelhança com o game, mesmo sendo uma produção amadora feita por fãs da franquia ele consegue manter o clima apavorante do game.


Confira abaixo o vídeo feito pelos fãs:



Confira a versão oficial:

quinta-feira, 3 de março de 2016

Premiado terror "A Bruxa" esteia hoje nos cinemas


Chega hoje aos cinemas nacionais um filme de terror bastante singular: A Bruxa é o primeiro longa-metragem do cineasta Robert Eggers, com produção do brasileiro Rodrigo Teixeira (Tim Maia, Alemão). 

O filme conquistou a crítica especializada no mundo todo e saiu do Festival de Sundance 2015 com nada menos do que o prêmio de melhor direção. O filme já é inclusive considerado um dos mais assustadores da história da sétima arte, o escritor Stephen King, um dos maiores escritores de contos de horror fantástico e ficção da atualidade, escreveu recentemente em seu Twitter: "A Bruxa me assustou bastante. É um filme de verdade, tenso e instigante, bem como visceral."

Eggers explica que tentou construir A Bruxa como um “pesadelo do passado”, tendo como inspiração alguns contos obscuros e violentos da época: “No início da idade moderna, o mundo era cheio de contos de fadas. As pessoas realmente acreditavam que a velha senhora que morava em baixo da ponte e que chamavam de “bruxa” era uma ogra que iria fazer as piores atrocidades do mundo”

“Enquanto eu estava lendo, eu encontrava frases e falas que iriam funcionar no filme, então eu as transcrevia para formar as falas dos personagens, assim, eu as organizava para que pudessem ser usadas em diferentes situações no filme.” disse Eggers. “Rascunhos anteriores do roteiro do filme eram realmente assustador, e formavam frases com versões monstruosas, que tiveram que ser um pouco modificadas, para serem usadas no filme, porém, algumas frases ficaram intactas. Algumas frases são realmente frases de crianças possuídas, e nós a usamos igualmente encontramos escrito” disse o diretor.

“Meu objetivo com esse filme foi criar uma história de terror típica da Nova Inglaterra, havia realmente escuridão e perigo no que as primeiras bruxas modernas eram […] espero que as plateias possam ir embora com perguntas”, explica.


Sinopse

Situada no ano de 1630, a trama gira em torno de um fazendeiro expulso de suas terras e que se vê obrigado a a se mudar com a família para um pequeno terreno ao lado de uma floresta sinistra. O local, segundo uma lenda urbana, seria controlado por bruxas. Quase que imediatamente, coisas estranhas e inexplicáveis começam a acontecer - animais ficam violentos, as colheitas morrem e uma das crianças desaparece. Desconfiados e paranoicos, os membros da família acusam a adolescente de praticar feitiçaria.


Ficha Técnica

Título Original: The Witch
País: EUA/Canadá
Gênero: Drama/Terror
Direção e roteiro: Robert Eggers
Elenco: Anya Taylor-Joy,Ralph Ineson, Katie Dickie, Harvey Scrimshaw, Lucas Dawson e Ellie Grainge
Estreia no Brasil: 03 de março de 2016
Duração: 90 min
Classificação Indicativa: 16 anos (Violência , Nudez e Conteúdo impactante)



Confira o trailer:

quarta-feira, 2 de março de 2016

Kaidan, game permite criar histórias de terror, assustar e ser assustado!


Kaidan é o próximo jogo indie de terror sendo desenvolvido pela Metanoia Games. É um jogo de horror de sobrevivência multiplayer e RPG inspirado na experiência coletiva de contar histórias de terror. 

Um jogo sobre o prazer obscuro de assustar os outros e ser assustado. Onde você poderá ser o vilão em sua própria história de terror e deixar os outros jogadores envolvidos e assustados em sua história macabra. 

Nele, você pode encarar três papéis diferentes, o de Contador de Histórias, de Assustador ou de Vítima

Utilizando o que a produtora chamou de Sistema Kaidan, o Contador de Histórias é a mente por trás do jogo, criando toda a estrutura da fase que será jogada, com os detalhes do mistério e da missão, mapa, resolução de charadas e puzzles, além de múltiplos finais que poderão ser atingidos pelos jogadores. Inclusive existe um protótipo da ferramenta no site deles, é muito legal! Veja nesse link.

Os Assustadores serão as mãos do Contador, os Antagonistas da história criada, podendo ser um zumbi, um demônio, um fantasma, um assassino ou qualquer tipo de monstro que você quiser montar, é tudo muito customizável. Os Assustadores possuem diferentes níveis, evoluindo e desenvolvendo novas habilidades que ajudarão a aterrorizar os jogadores: batendo portas, quebrando estátuas, mudando as coisas de lugar, fazendo vozes macabras e muito mais.

Já o (pobre coitado) jogador que ficar com o papel de Vítima será aquele personagem padrão de filme de terror. Tomando sustos, fugindo, tentando descobrir o mistério, sobrevivendo, tomando mais sustos…


Confira o trailer:



Confira algumas artes do game:




Gostou? 
O jogo está no site de financiamento coletivo Kickstarter e nós já estamos na torcida para que o game vire realidade, tem tudo para ser um dos mais criativos jogos de terror já feito!

Fonte: Arkade

terça-feira, 1 de março de 2016

Conheça Slasher, série de terror inspirada em Pânico


Slasher é uma série de terror e suspense no estilo "Pânico", que conta a história de Sarah Bennett (Katie McGrath; "Jurassic World"), uma jovem que retorna para a pequena cidade onde nasceu, apenas para se ver como a peça central de uma série de assassinatos horripilantes imitadores com base no amplamente conhecido e macabro assassinato de seus pais. Conforme os crimes aumentam, segredos há muito enterrados são revelados, fazendo com que todos ao seu redor se tornem suspeitos… ou vítimas. Sarah se vê questionando tudo e todos ao seu redor, incluindo seu marido Dylan (Brandon Jay McLaren; “The Killing”), sua avó Brenda Merritt (Wendy Crewson; “Revenge”), o amigo da família Cam Henry (Steve Byers; “The Man in the High Castle”) e o chefe de polícia da cidade, Iain Vaughn (Dean McDermott; Ecstasy, “CSI”)

A série é original do canal Chiller, que é especializado em programação de suspense e terror. 

“Com ‘Slasher’ Eu queria contar uma história de monstro atual – mas em vez de uma criatura mitológica, o “monstro” em nossa série é totalmente humano. A série é uma fusão de alguns dos meus gêneros favoritos de suspense – o filme slasher clássico, o mistério de assassinato contemporâneo e as obras atemporais da minha escritora de crimes favorita, Agatha Christie ”

Aaron Martin - criador, roteirista e produtor executivo da série. Slasher estreia com dois episódios simultâneos no dia 04 de março de 2016.



Confira o trailer legendado: